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riscos_e_rabiscos

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Imprópria para consumo.

É verdade. Depois de uma semana a trabalhar à "besta", a corrigir uma turma de testes por dia, o meu corpinho está a revoltar-se contra mim. Os olhos andam cansados e até já choram, a coluna diz que está farta de estar dobrada, e o cérebro já me confidenciou que o que tenho dormido não chega, que se sente muito cansado e que posso tomar a quantidade de ginko biloba que eu quiser porque ele se recusa a funcionar certinho.

 

Tendo em conta todas estas queixas no meu Livro de Reclamações, parece que nestes diazitos de "férias" vou ter que me portar bem: deitar cedo, dormir tranquilamente e fazer o menos possível... cof!cof!

 

Tem sido giro analisar os resultados das minhas duas escolas. Eu sou a mesma, ensino de forma "igual" e até há manuais em comum. Naquela escola, há repressão, castigos, pouca brincadeira e muitas horas de "trabalho" e estudo. Nesta escola, as crianças têm liberdade de expressão, têm tempo para a brincadeira, têm tempo de trabalho e estudo. Têm bons resultados e são felizes. Naquela escola não.

 

A diferença? O método de ensino. Não meu, mas das outras professoras. Os miúdos, naquela escola,  não são treinados para desenvolver o raciocínio. Até sabem a teoria mas não a sabem colocar em prática. O método a que estão habituados é o do papaguear, ou seja repetir o que ouvem, sem pensar. Até os testes são feitos oralmente, ou seja, são lidos e respondidos em voz alta "para dar uma ajudinha". Uns são mais espertos e apanham tudo direitinho. Logo, tiram boas notas. Outros... Os meninos lindos sabem decorar e repetir. Pensar, não.

 

Definitivamente, esta não é a minha maneira de ensinar. E isto enerva-me profundamente. Mas eu sou apenas uma gota no oceano daquela escola. E é uma missão impossível lutar contra aquela corrente. É que a corrente atira-nos para a margem. Mas eu não desisto.

 

Estão a ver o que sai desta cabeça quando está overloaded de cansaço?!